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24 décembre 2014 3 24 /12 /décembre /2014 09:21

Ces jours-ci, sur Facebook, une campagne se développe pour s'inquiéter du risque que courent des institutions culturelles et patrimoniales italiennes à la suite de l'adoption d'une loi (loi Deirio) qui bouleverserait l'organisation du territoire national et modifierait les compétences des divers échelons de décision. On peut comprendre l'inquiétude des professionnels devant ces changements apportés à leurs habitudes et à leurs modes de gestion et de financement traditionnels. Mais il me semble que la culture et le patrimoine ne reçoivent plus, de la part des administrateurs et des politiques la priorité qui était la leur du temps de la croissance économique perpétuelle. Un peu partout, la dette publique, le chômage, l'explosion des dépenses sociales, la fragilité des gouvernements, la complexité des rouages administratifs imposent des reclassements des priorités que l'on croyait acquises dans toutes les "bonnes" démocraties. Réveillons-nous et demandons-nous quelles sont les rapports entre le patrimoine, la culture et l'intérêt général. Quelle est l'utilité sociale de nos institutions ? Qui souffrirait de leur disparition ? Et commençons à nous réformer nous-mêmes en tenant compte de notre environnement, c'est à dire de nos territoires et de nos communautés. Comment produire et consommer la patrimoine et la culture "en circuit court" ?

Je reproduis ci-dessous le petit texte que j'ai publié sur Facebook comme participation un peu provocante au débat italien. Mais je ne suis pas italien et je crois qu'il faut élargir ce débat à toute l'Europe. Ce devrait être une préoccupation majeure et urgente des organisations professionnelles.

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Que fait l'ICOM-Europe ? De nombreux pays européens sont en train d'aller (plus ou moins loin) dans le même sens que l'Italie. Cela fait maintenant plus de cinq ans que l'on discute entre professionnels des différents pays (Italie, France, Portugal, Suède, etc.) de ce qui va se passer, ou de ce qui se passe déjà. Il est évident que le modèle européen du "service public de la culture" est en train de disparaître avec la croissance économique, l'élitisme intellectuel, la domination du tout- tourisme. Il ne sert à rien de protester. Il faut s'organiser, changer de gouvernance, identifier et mobiliser les stake-holders / parties prenantes du patrimoine et de l'action culturelle, valoriser et susciter le volontariat, remplacer les notions administratives (état, régions, provinces, communes) par la notion de territoire et celle de communauté pour une gestion partagée du bien commun. Ce sera long et difficile, c'est pourquoi il faut commencer tout de suite, d'abord au niveau de chaque territoire.

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Published by hugues-interactions - dans Actualité
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Odalice Priosti 07/02/2015 11:57

Caro Hugues

Sentimo-nos provocados há muito tempo por gestões que negligenciam o potencial dialógico e mediador do NOPH/ Ecomuseu de Santa Cruz. É difícil aceitar o esquecimento ou a desimportância a um trabalho voluntário da comunidade em prol da cultura local e do desenvolvimento / qualidade de vida das comunidades que, removidas de outras áreas da cidade do Rio , foram transplantadas em nosso território. Os problemas se avolumam, a cultura do bairro é posta de lado, como desimportante, o patrimônio corre risco . Mas nada disso nos impede de continuar lutando por uma Santa Cruz do futuro que respeite nossas raízes e nossa história. Em vez de só protestar, é preciso agir!

Segue um breve texto do que aconteceu esta última semana em Santa Cruz, que , observamos, continua a sua intervenção feita em 2011 , em Santa Cruz, no Colóquio COMUNIDADE, PATRIMÔNIO, INDÚSTRIA E DESENVOLVIMENTO LOCAL- o diálogo possível.

SANTA CRUZ SEM BARREIRAS !
COMUNIDADE , GESTORES PÚBLICOS , COMÉRCIO E INDÚSTRIA em diálogo , com o NOPH/ Ecomuseu no papel de facilitador dessa interação com os profissionais de Urbanismo e Desenvolvimento

Não deu na mídia... nem no Globo, no Zona Oeste. Não saiu na coluna do Ancelmo Góis, nem no Boechat... Não deu na Band nem na Record... Mas aconteceu de fato em Santa Cruz uma semana histórica: uma parceria entre o NOPH/ Ecomuseu de Santa Cruz, a UFRJ/ PROURB ( Programa de Pós-Grad. em Urbanismo) e a GSAPP (Graduate School of Architecture, Planning and Preservation ) / Univ. de Columbia – Nova Iorque realizou a OFICINA INTERNACIONAL DE PROJETO URBANO PARA SANTA CRUZ , de 02 a 06 de fevereiro de 2015 , no Palacete Princesa Isabel/ Centro Cultural Municipal de Santa Cruz.
Uma imersão de estudantes e pós-graduados em Urbanismo de vários países no território de Santa Cruz para conhecer, através da fala dos moradores, gestores e atores econômicos, seu cotidiano, sua cultura , suas necessidades e mais... suas prioridades. A proposta de uma SANTA CRUZ SEM BARREIRAS une o capital social, o capital econômico e o capital cultural para chegarmos a um desenvolvimento mais responsável e sustentável. Sem esses três pilares nenhum desenvolvimento será integralmente sustentável.
Ao final, os grupos de pesquisadores participantes apresentaram ideias e propostas ainda iniciais, a amadurecer e reivindicar para a Santa Cruz do futuro.
Nossos agradecimentos aos VOLUNTÁRIOS do NOPH/ Ecomuseu e da XIX AR e aos representantes das comunidades que souberam usar a oportunidade para falar dos principais problemas de Santa Cruz, com os olhos voltados para o futuro. Não um “muro de lamentações”, mas praticar o “ falar certo na hora certa” , aproveitando as oportunidades raras de sermos ouvidos.
O grande acontecimento está citado no blog de Hugues de Varine, criador do conceito de ecomuseus, ex- presidente do ICOM e Consultor internacional sobre Patrimônio, Comunidades e Desenvolvimento Local( http://hugues-interactions.over-blog.com/2015/02/museums-as-civic-spaces-les-musees-comme-lieux-sociaux.html).
Não deu na grande mídia brasileira, mas certamente vai ser página central no humilde jornal QUARTEIRÃO 111 !
Obrigado, UFRJ/ PROURB e GSAPP / Univ. Columbia !
Obrigado, representantes das comunidades!
Obrigado aos gestores públicos e representantes da Indústria e do Comércio !
Obrigado a todos os participantes !
Obrigado , NOPH/ Ecomuseu de Santa Cruz , por promover e valorizar esse intercâmbio!